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Alunos apostam na informação para combater violência contra a mulher

Alunos apostam na informação para combater violência contra a mulher

Jovens do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Érico Veríssimo criaram o projeto Nós Por Elas

Um projeto que nasceu da criatividade e aflição de alunos do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo. Assim é o Nós Por Elas, que tem como objetivo combater a violência contra a mulher dentro da escola e orientar os estudantes sobre saúde e legislação.
Tudo começou quando, nas aulas de Sociologia e História, as irmãs Laysa Gerhardt (16) e Luiza Gerhardt (15) e o amigo João Farias (15), da turma 105, perceberam que poderiam fazer a diferença. “Depois de assistir várias aulas, a gente viu que as mulheres têm um papel muito importante na sociedade, aí eu cheguei na Laysa e no João e falei sobre fazer o projeto. Eles toparam e a gente levou a ideia para a turma e para a professora”, conta Luiza.
Depois, os jovens chamaram as outras três turmas de primeiro ano e mais uma do nono para participarem de dinâmicas. Pesquisas também foram feitas e apresentaram um resultado que, na opinião de Laiza, foi assustador. “Nas estatísticas vimos que muitas das meninas já sofreram algum tipo de abuso, seja de um familiar, namorado ou amigo”, diz Layza.
Para dar continuidade ao projeto, na tarde de terça-feira foi realizado o painel com as cinco turmas com quatro palestrantes: Maribel Girelli, que é historiadora; Camila Silva, da Comunidade Quilombola Unidos do Lajeado; Camila Santos, do Coletivo de Mulheres do Vale do Taquari; e da advogada Sílvia Feldens. “Esse é o painel de encerramento de 2019 porque o grupo pretende continuar com o projeto para o ano que vem”, conta a mediadora das palestras e mentora dos alunos, a professora de história e sociologia Karen Pires.


Os jovens não estão sozinhos

O jovem João Farias conta que o Nós Por Elas também tem como objetivo mostrar que os jovens não estão sozinhos. “O projeto mostra o contrário, que contatando os pais ou a escola nós vamos receber algum tipo de apoio”, comenta.
Além disso, depois que foi realizada a pesquisa com as alunas, os dados foram repassados para a direção da escola. “O projeto é um tipo de ponte entre alunas e direção para mostrar que elas não estão sozinhas”, reitera Luiza.
João acredita que é preciso desconstruir o machismo. “A gurizada da nossa turma já está bem melhor nesse sentido de não constranger mais a mulher e procura ajudar as meninas que estão passando por alguma situação.”

Via: https://informativo.com.br/geral/alunos-apostam-na-informacao-para-combater-violencia-contra-a-mulher,323916.jhtml

Imprensa SINA

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